Veja 8 paraísos naturais que podem desaparecer em breve

Priscila Truzzi - 19 de Fev, 2016
Veja 8 paraísos naturais que podem desaparecer em breve

Muito se tem falado em aquecimento global e influência drástica do clima nos continentes.
Mas o que pouca gente sabe é que tais mudanças, seja por ordem climática ou interferência do homem estão atingindo os cartões postais mais lindo do mundo, e ameaçam acabar com alguns locais mais visados pelo turismo.

O processo de degradação pode ser lento, mas os primeiros sinais já apareceram e estão mudando o cotidiano de moradores locais e turista.
Veja lista com 8 paraísos naturais que podem desaparecer num futuro não tão distante.

1. Grande Barreira de Coral da Austrália

Com uma extensão de cerca de 2300 km, a Grande Barreira de Coral da Austrália é o maior recife de coral do mundo. Esta maravilha natural está localizada ao nordeste do estado australiano de Queensland e é composta por cerca de 2900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral.

Essa formação de corais, além de linda, abriga um ecossistema complexo, onde vivem em torno de 1500 espécies de peixes, 360 espécies de coral e cerca de 8000 espécies de moluscos, além de outras variedades de espécies marinhas.

O problema
A Grande Barreira de Coral Australiana corre risco de extinção e o processo de degradação desta biodiversidade já começou. Os principais motivos da deterioração são a poluição marítima e o aquecimento global.

A barreira consiste no maior organismo vivo do planeta, mas o processo de aquecimento das águas, causado pelo fenômeno El Niño, está provocando o branqueamento dos corais, o que deixa os biólogos pessimistas. Esse processo de perda de pigmentos produz um número crescente de vítimas no recife, já que muitas espécies de animais dependem do equilíbrio do local para sobreviver.


2. Antártica
Conhecida por ser um dos locais mais inóspitos da Terra, a Antártica é geralmente associada às temperaturas congelantes e sua fauna composta por pinguins, focas e lobos marinhos.Mas, além destes conhecidos animais, a Antártica abriga uma gama riquíssima de vida marinha muito pouco explorada. Só em 2007, foram encontradas mais de 700 novas espécies na região da Antártida Ocidental, incluindo aranhas do mar, esponjas carnívoras e polvos.

O problema
O aquecimento global, sempre ele, e a pesca predatória estão ameaçando o equilíbrio ambiental na Antártica. Segundo levantamentos, se a temperatura do planeta continuar a subir, o gelo marinho do Oceano Austral poderá diminuir de 10 a 15% em breve. Se isso acontecer, espécies que dependem do gelo para a sobrevivência podem perder seu habitat e fontes de alimento. Os especialistas também alertam que a krill antártico, parecido com o camarão, é crucial à cadeia alimentar da Antártida, e pode ameaçar todo o ecossistema da região.



3. Alpes
Os Alpes são um dos grandes sistemas de cordilheiras da Europa e estendem-se da Áustria e Eslovênia, a leste, através da Itália, Suíça (Alpes suíços), Liechtenstein e Alemanha, até a França, a oeste. O ponto culminante dos Alpes é o Monte Branco, com 4 808 metros, na fronteira franco-italiana.

O problema
Segundo conclusões de simulações matemáticas feitas por cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, os Alpes correm o risco de perderem até 80% da cobertura de gelo até o final deste século se as temperaturas do verão aumentarem em 3ºC. Os pesquisadores notaram uma diminuição de projeções de gelo e grande perda de massa, que são sinais claros do aquecimento observado nos Alpes ao longo dos últimos 150 anos.



4. Ilhas Maldivas
A República das Maldivas é um pequeno país insular situado no Oceano Índico ao sudoeste do Sri Lanka e da Índia, ao sul do continente asiático, constituído por 1.196 ilhas, das quais 203 são habitadas e 65 exclusivamente desenvolvidas para o turismo.Este paraíso possui um clima tropical e úmido, além de ter uma das mais belas paisagens do mundo.

O problema
As Maldivas possuem o recorde mundial de ser o país com a mais baixa altitude do mundo, o ponto mais elevado está a 2,3 metros do nível do mar, e a altitude média do país é de 1,5 metros.A maioria do território habitado está apenas a um metro de altitude. A capital, Malé, está a 90 centímetros do nível do mar e lá vivem 100 mil pessoas. Por esse motivo, se o aquecimento do planeta continuar e o derretimento das calotas polares progredir, as Maldivas serão um dos primeiros locais a desaparecer com o aumento do nível dos oceanos.



6. Monte Kilimanjaro
O monte Kilimanjaro é o ponto mais alto do continente africano. Localizado ao norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, este antigo vulcão, com o topo coberto de neve, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espetáculo único.
O monte e as florestas circundantes possuem uma fauna rica, incluindo muitas espécies ameaçadas de extinção e constituem um parque nacional, tombado como Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO.

O problema
O Kilimanjaro funciona como um oásis no meio do deserto. Sua altitude elevada possibilita a formação de gelo e o fornecimento de água para os arredores, mas este oásis está muito ameaçado pelo aquecimento global.
Segundo cientistas, da cobertura de gelo que havia em 1912, 85% desapareceu. Estimadas em cerca de 12 km² de extensão em 1900, as geleiras recobrem hoje somente 2 km², e neste ritmo irão desaparecer em 2020, segundo estudos.O aquecimento geral da Terra não explica este fenômeno, que pode também ser causado por uma lenta retomada da atividade vulcânica, que se manifesta por pequenas fumaças.



7. Polinésia
A Polinésia é formada por um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico. As suas ilhas maiores têm origem vulcânica, e as menores têm origem coralina. Dado que todo o território da Polinésia se encontra compreendido entre os trópicos, ela apresenta um clima equatorial ou tropical muito quente e úmido.

O problema
Desde a ocupação pelos seres humanos, há cerca de 2.000 anos atrás, as ilhas da Polinésia começaram a enfrentar mudanças drásticas. Desde então, milhares de espécies de aves foram extintas e atividades como a caça e a agricultura ajudaram a elevar essas espécies em extinção.Além destas ameaças no interior das ilhas, outro fator preocupa muito quem vive na região. O aquecimento global pode não devastar completamente todas as ilhas, mas um mínimo aumento no nível do mar pode alagar grande área deste pequeno paraíso na Terra.



Fonte da noticia: Portal Terra -http://www.terra.com.br/turismo/infograficos/paraisos-ameacados/paraisos-ameacados-08.htm










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