Blog da Galera: Butão, o país da felicidade!

Priscila Truzzi - 19 de Mar, 2015
Imagine um povo feliz de verdade, onde o governante no caso um monarca é um homem preocupado com o interesse público, bom e amado pelo seu povo. Uma sociedade onde os valores humanos e a solidariedade se sobrepõem aos interesses financeiros. Um povo que pode contar com a assistência social e que valoriza a sua cultura, suas raízes e suas tradições. Acreditam que as relações carnais também podem ser a porta de entrada para a iluminação então nada de namoro virtual, nesse lugar o calor humano se propaga. Esse lugar existe e se chama Butão.

Butão, o último paraiso. www.travfi.com


Localização

Devido a sua localização no sul da Àsia, encravado na Cordilheira do Himalaia este destino pode ser a extensão feliz de sua viagem para Índia, Nepal, China e Tailândia.
Mapa do Butão. Imagem: Divulgação.

Cultura

O Butão é um país, onde a tradição ocupa um lugar privilegiado. Um lugar onde a natureza é a estrela principal e a lei maior que rege o país é Ser Feliz. Além de ser um dos lugares mais preservados culturalmente da Ásia, é extraordinário em diversos aspectos. Os butaneses são simples, hospitaleiros e muito gentis. Não apresentam os sinais de estresse, pressa e impaciência tão comuns nas culturas ocidentais. A qualquer pergunta do tipo: “posso fazer isso?”, eles respondem invariavelmente o mesmo: “se isso te faz feliz, sim”. Os Butaneses acreditam que mente, palavra e corpo têm de estar em harmonia. Eles cultuam o budismo Mahayana, que tem garantia Constitucional no país. Essa é a herança espiritual que o povo deve passar para as próximas gerações, pregando a paz, a compaixão e a não-violência. O chefe religioso do Reino, o Je Khenpo, goza de uma importância quase idêntica à do rei , sendo também respeitadíssimo pela população. A grande maioria dos butaneses seguem o Budismo (74%), com exceção dos habitantes do sul, de origem nepalesa, que seguem o hinduísmo (21%). O budismo foi introduzido no país no século II d.C, mas só se estabeleceu como religião dominante no século VII com a visita de Padmasambava, o famoso mestre tântrico indiano. O culto às tradições butanesas é uma política de governo e uma questão de sobrevivência. Pela sua localização, entre dois países de culturas muito fortes – China e Índia -, o Butão está suscetível a influências. Tem de preservar seus hábitos e costumes para não perder a identidade. Além disso, o país não tem seguridade social e depende dos jovens para manter seus idosos vivendo com dignidade.

A grande maioria dos butaneses seguem o Budismo (74%). Imagem: Divulgação.
E (21%) dos butaneses seguem o hinduísmo. Imagem: Divulgação.
Budismo Mahayana. Imagem: Divulgação.
Rodas de Oração. Imagem: Divulgação.
Festival Tsechu de Paro, em setembro melhor época para ir ao Butão.Imagem: Divulgação.


Passeios

Taktsang Palphug Buddhist Monastery, ou Ninho do Tigre
O Monastério budista Paro Taktsang Palphug Buddhist Monastery, também conhecido como ninho do tigre.
Monastério mais famoso do Butão, o templo foi erguido em 1692 sob a liderança do Guru Rinpoche, guia espiritual dos butaneses e introdutor do Budismo no país (século 8). O monastério fica a quase 900 metros acima do vale de Paro, no mesmo lugar onde o Guru Rinpoche teria meditado por sete semanas, segundo as tradições budistas. A trilha até o monastério é uma das mais percorridas por turistas. Em um ritmo médio, é possível escalar a montanha e atingir o monastério das pedras em duas horas e meia.

Tktsang Palphug Buddhist Monastery, ou Ninho do Tigre. Imagem: Divulgação.

Dzongkhag de Thimphu
No Butão os prédios oficiais são verdadeiros monumentos. O Dzongkhag de Thimphu abriga o escritório do rei, do primeiro-ministro e de toda a cúpula política do país. A arquitetura segue o padrão butanês e já serviu de inspiração para a construção da Universidade do Texas, com estrutura de madeira e barro, e detalhes de acabamento feitos a mão. O prédio foi construído em 1641 e funcionou inicialmente como um "dzong" (fortes).

Dzongkhag de Thimphu. Imagem: Divulgação.
Jigme Khesar Namgyal Wangchuck, Rei do Butão. Imagem: Divulgação.

Dicas Gastronômicas


No Butão não se preocupe com luxo, a melhor experiência seria comer na casa um nativo.

Thimphu
Bhutan Kitchen
É um restaurante localizado na Gatoen Lam, na região central. Ele está localizado no último andar de um moderno edifício branco que mantém alguns aspectos da tradicional arquitetura do Butão. The Planet Gym está localizado no mesmo edifício. O restaurante serve cozinha butanesa, além de um menu multicuisine. Uma de suas especialidades é chamada ema datshi (pimentões e queijo). O interior é decorado no estilo tradicional do Butão.
Prato típico Ema Datshi (pimentão e queijo), delícia! Imagem: Divulgação.

Zombala, Momo Restaurant
Hongkong Market Thimphu
Zombala serve indiscutivelmente os melhores momos em Thimphu. Recomendo a carne de porco e os momos de carne bovina.

Momos, são delicados raviólis com sabor suave que podem ser fritos ou cozidos. Imagem: Divulgação.

Paro
Bukhari
Este restaurante tem uma das vistas mais bonitas do mundo!


Dicas de Hotéis

Hotel Uma by Como Paro

Suite do Hotel Uma by Como Paro. Imagem: Divulgação.
Experiência única no Hotel Uma by Como Paro, Butão. Imagem: Divulgação.

Hotel Taj Tashi Hotel Thimphu

Lounge do Hotel Taj Tashi Thimphu. Imagem: Divulgação.
Spa do Hotel Taj Tashi Thimphu. Imagem: Divulgação.

É importante pensarmos no conceito de felicidade para este povo. O que é ser simples e como preservar a identidade e a cultura diante de uma mundo massificado e globalizado? Com a informação chegando cada vez mais rápido, vêm com ela a necessidade de consumo.
A felicidade num mundo isolado pode ser modificada pelo contato com coisas que antes não existiam. Para o economista da USP Siegfried Bender, " Quando a economia se abre, acaba o sonho de felicidade".
O país tenta controlar a entrada de turistas e estrangeiros pois os mesmos só entram no país após pagar uma taxa diária mínima que custa em torno de USD 300,00 por pessoa e que contempla serviços com guia, hospedagem em hotel de categoria turística, alimentação (pensão completa) e transporte.
O Butão está dando uma lição para o mundo de como sair da pobreza sem explorar seus recursos naturais de forma irracional, de como controlar a violência e o analfabetismo promovendo condições para que a população possa se concentrar na busca pela felicidade. O que precisamos pensar é como desfrutar do mundo moderno sem cair na armadilha do consumismo e do capitalismo selvagem? Será possível? A felicidade está nas coisas mais simples da vida...o problema está no conceito de simplicidade pois o que antes era suficiente num futuro próximo pode ser apenas necessário.

Para quem gosta ou quer conhecer um pouco mais do Budismo e quer uma dica de passeio bacana para começar a ser feliz hoje sem gastar muito, aqui bem pertinho de São Paulo em Cotia temos o maior templo budista do Brasil chamado Templo Zu Lai.


Valew Galera!


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